sexta-feira, 3 de junho de 2016

À bordo todo dia em bobagens
Sob o prisma da ilusão de ótica
Sobre o abismo da ótica de ilusão
Salto-alto aos pés dos precipícios

Dos olhos vem dados
Miram flechas o escuro alvo
Diz parando ao léo a lei
obstruo óbvio objetivo

Na língua somos, todos líquidos
Nenhum beijo é mais que abraço
Nenhum braço é mais que a boca
brasa desemboca sobejante na saliva

só vejo vivo o sal se for no sol à pino
a carne seca a tez sem ter a sensatez
e você no meu olho no teu olho no meu
olho você no meu olho no teu olho e você

sábado, 16 de abril de 2016

ABERTO ÀS ÂNSIAS, POEMA MARTELADO

(na distinta parceria com Apolo Junior)

pena que não rio

Olha que eu me dou
melancolia-menino
digo, de não rir com suas graças

melancolias, rios pálidos, estrelas apagadas...
não é isso. Enfim o que você está dizendo?
rios pálidos
porém percorrem
plácidos e volúveis...
ainda que pelo esvoaçar da saia
saindo em anéis em que correm lascívias
amar é feito correntes maleáveis
inibem a lágrima
mas se iniciam por ela

inunda minha vida
tua palavra
tua rima
grato

poeta, és sedutor agora
onde estavas
quando a aula sufocou a hora?
quando teus devaneios se fizessem arte
e se foram outrora
impermeáveis

Na perspicácia do sorriso talvez
Como querer toda malícia do simulacro
imaginando cavalgar dragões
perscrutar o inefável em teus braços
querer o hálito de lábios próximos e...
tentar ser feliz

Roubado
como carícias intensas
profundo tato
 imantado
 vai percorrer insanidades de um Dragão
jorrando fogo no teu corpo.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

LIQUIDAÇÃO


Feito açúcar
a língua te consome
e só Alice faz
gozo no gosto


Depois, percorrido
em vias e vincos e túneis
se sabe assimilado

animando a dinâmica
o corpo inteiro
se parte adocicado
e beija bem

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Ser humano
é prática
mente
em teoria
de tudo
obrigado
de nada

domingo, 25 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Poema infanticida X: MAS ISTO NÃO TEM A VER COM ESSE DIA

Baby, me mostra de novo os sinais
numa música aí, ou num livro
De que os tempos não são mais tão felizes
De que para fazer um filme preciso armas

Baby, dessa vez sem a dose do "soma"
Na lucidez desse dia terno
Sem aquele beijo que alucina
Sem querer me consolar com paz e amor
Me mostra a podridão a que chegamos
Sem que vivêssemos um pouco maduros

Baby, sem aquela canção do Roberto
Sem ter que aprender inglês
E sem o sorvete na lanchonete
Me mostra Carolina na janela
Que "devagar as janelas olham"
E a parte que nos cabe dos homens partidos

Depois, um ao outro, daremos amores
Pra sentir que se nasce quando se cria
Desde o fim para o caos e depois o verbo
Feitos babies, nativivos, mostrando de novo
os sinais.

sábado, 19 de setembro de 2015

DAVIDÁDIVA


Na dúvida, duvido.
Da dívida, divido.
Vem de tudo
Barato
Nada vendi graça
E sobre tudo?
Vi, vi.