domingo, 7 de fevereiro de 2016

LIQUIDAÇÃO


Feito açúcar
a língua te consome
e só Alice faz
gozo no gosto


Depois, percorrido
em vias e vincos e túneis
se sabe assimilado

animando a dinâmica
o corpo inteiro
se parte adocicado
e beija bem

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Ser humano
é prática
mente
em teoria
de tudo
obrigado
de nada

domingo, 25 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Poema infanticida X: MAS ISTO NÃO TEM A VER COM ESSE DIA

Baby, me mostra de novo os sinais
numa música aí, ou num livro
De que os tempos não são mais tão felizes
De que para fazer um filme preciso armas

Baby, dessa vez sem a dose do "soma"
Na lucidez desse dia terno
Sem aquele beijo que alucina
Sem querer me consolar com paz e amor
Me mostra a podridão a que chegamos
Sem que vivêssemos um pouco maduros

Baby, sem aquela canção do Roberto
Sem ter que aprender inglês
E sem o sorvete na lanchonete
Me mostra Carolina na janela
Que "devagar as janelas olham"
E a parte que nos cabe dos homens partidos

Depois, um ao outro, daremos amores
Pra sentir que se nasce quando se cria
Desde o fim para o caos e depois o verbo
Feitos babies, nativivos, mostrando de novo
os sinais.

sábado, 19 de setembro de 2015

DAVIDÁDIVA


Na dúvida, duvido.
Da dívida, divido.
Vem de tudo
Barato
Nada vendi graça
E sobre tudo?
Vi, vi.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

...OU COMA DOS ERROS

E, assim, o humor vai perdendo sua graça.
Ver isso e sorrir, ver isso e só me rir, se veríssimo?
E ir; os tempos são de que só é isso.

Quando gargalhadas impingem multidões à dor
e tantas outras dores fomentam comicidades,
já não é dos lábios e das contrações que vêm.
Tampouco é do absurdo ridículo sem mácula
nem sequer terá vindo do patético nonsense
ou mesmo será do ciclossilogismo.

Da perda(,) da cura(,) ao ressentimento,
das mal trapalhadas do limbo ao destino
das chagas que endossam chacinas iladas
da gosma das bocas dos beijos aos dados
de um dia de ermo do amor da metade tardia
da busca à comédia das mentes de média
dos gostos e gastos do gozo e da glosa

Virá
com cenas de sangue e sandice sem termo
com sons e sinais assinados em série
com medida  à mente em matérias inertes
Consenso de óc(d)io sem causa ou cesura

E um olho protela a crença no claustro
E a sede do riso repousa do medo
Se desse teu fruto(,) em caos não cedesse
Até que te reste, sem rir e chorar. 

terça-feira, 23 de junho de 2015

A PRECE




Parece
Suicídio
Teus olhos
Nos meus,
É feito os
De Ìcaro
Pousados
Nos céus.

Se um dia
Num lapso
Me olhares
De amor,
Talvez eu
Sem ritmo
Reviva
Sem dor.
 
Teci meu
Idílio
Poema
De olhar,
Quem sabe
Galope
Na beira
Do mar.